Eles riem de mim, todo o tempo.
As pessoas não conseguem entender. Elas simplesmente não parecem ver sentido no que eu faço.
'É isso que eu amo.', foi o que eu disse ao mundo, e ele me respondeu dizendo 'Você é maluca, então.'
Talvez as pessoas não estejam abertas a coisas novas, ou diferentes tipos de comportamento.
E daí, se do dia para a noite, alguém passa a ter um vício incontrolável? Ainda que fosse algo errado, ou letal, como muitos vícios por aí... Aí sim, a sua reação seria coompreensível. Mas a partir do momento que você lhes diz que tem algo que goste acima de tudo, e essa coisa é diferente, é inaceitável.
Pessoas que perdem seus sentidos usando narcóticos são aceitáveis.
Pessoas que destroem as suas vidas bebendo são aceitáveis.
Pessoas que desafiem o modo de pensar e agir de uma sociedade não.
O erro é de quem?
Quando eu lhes disse, 'Eu faria tudo para vê-los', o mundo me respondeu, 'Você é maluca, menina.'
E então tudo aconteceu do jeito como foi. Um sonho, algo tão distante que não parece ter sido real. Algo maravilhoso, indescritível, algo maior do que mim mesma. Aconteceu comigo o que todos disseram ser impossível, impensável, implausível. O mérito é de quem?
O meu sonho se realizou porquê eu tinha um. Eu o contruí, e o realizei. O meu sonho rompeu as barreiras da imaginação e se tornou ações concretas porquê isto era o que eu mais queria, e isto foi o que eu busquei até o fim.
E então eu lhes disse, 'Eu sou, agora, a pessoa mais feliz', o mundo virou a cara e não me respondeu.
Simplesmente porque o mundo não suportou ver uma maluca bem-sucedida.
November 07, 2008
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